Há um silêncio que não pesa.
Há um silêncio que não é ausência é presença delicada.
Silêncio de Deus,
Silêncio de dentro.
A alma, às vezes, precisa calar para se lembrar de quem é.
Porque o mundo grita, mas o espírito sussurra.
E é preciso recolher-se para ouvir o que só o invisível sabe dizer.
Não temas o silêncio.
Ele não é castigo.
É cuidado.
É como um quarto escuro onde as feridas são tratadas sem alarde.
Lá, ninguém te exige nada.
Lá, tu és só tu
sem máscaras, sem ruídos, sem correrias.
O silêncio cura porque revela.
Tira os excessos.
Deixa vir à tona o que é verdade, o que é essência,
o que sobrevive mesmo quando tudo o mais se desfaz.
É no silêncio que a alma escuta o Céu.
Não com os ouvidos… mas com a memória antiga do espírito.
Ali, Deus não fala em palavras.
Ele fala em paz.
E há curas que não se veem,
há consolos que não se explicam.
Mas quem já se permitiu silenciar,
sabe: algo dentro muda.
Como se um sopro tocasse a dor mais funda
e dissesse:
“Eu estou aqui. Sempre estive.”
Então, se a vida te chamar ao silêncio,
vai.
Vai com reverência,
como quem entra num templo.
Porque o que está por vir…
É cura.
Fernanda